Os media morreram! Viva os media!

what is new mediaQualquer pessoa “de luto” pela morte do jornalismo, com base na extinção de alguns jornais, não está muito atento. Os media (jornais, revistas, radio e televisão) estão a adaptar-se a uma nova realidade e a inverter uma tendência antiga, para iniciar um caminho ascendente e verdadeiramente promissor. É certo que a situação actual, principalmente da imprensa não é favorável e reflecte-se na precariedade dos profissionais da área, desde jornalistas a ilustradores. No entanto, a tendência cada vez maior é de que o crescimento do universo digital, sirva de acelerador para a receita das revistas e jornais.

Isto obriga naturalmente a uma adaptação dos meios a esta nova realidade, em que os conteúdos tem de ser criados a pensar num público que está conectado 24 horas por dia e que cada vez mais procura e consome informação online. A reboque desta tendência alguns meios impressos, como por exemplo o Financial Times, estão a adoptar a chamada estratégia “digital first”, centrando os seus esforços em atrair subscritores online e ao mesmo tempo potenciar ganhos com publicidade digital. Este posicionamento é a total inversão de uma tendência, já antiga, de produzir em primeiro lugar conteúdos para o formato impresso e só depois então, adaptá-los para o digital.

Actualmente a nível global, os principais jornais já contemplam redacções que integram conteúdos digitais, em particular vídeo, muitas vezes como objecto central de uma reportagem ou notícia, e o mesmo se passa com as revistas. O esforço será também cada vez mais aplicado na publicação de conteúdos que melhor resultem em dispositivos móveis, uma vez que os leitores estão a habituar-se a consumir informação noticiosa nos seus smartphones e tablets. Esta abordagem inteligente ao “digital first” oferece aos editores múltiplas vantagens: desde logo permite obter feedback imediato sobre o que os utilizadores mais ou menos apreciaram em cada peça, e isso vai ajudar a afinar o tom de conteúdos do meio e a adaptá-lo mais facilmente aos gostos do seu público-alvo. Se os leitores valorizam o conteúdo, irão com maior probabilidade consumi-lo mais frequentemente e inclusivamente partilhá-lo através das suas redes, o que acabará por trazer benefícios muito claros quer ao nível de retorno publicitário, ou daquele que resulta dos conteúdos exclusivos para assinantes.

Já não é possível fugir ao impacto que o universo digital está a ter em todas as áreas da nossa vida. No caso concreto dos meios de comunicação, o desafio será o de conseguir manter a sua independência e objectividade, face às tentações da ditadura das audiências, ao mesmo tempo que procura oferecer conteúdos suficientemente atrativos e que potenciem o engagement. Numa realidade actual em que a informação viaja a velocidade de um tweet, as alternativas são inúmeras, e que todos somos criadores e curadores de conteúdos, é desafiante observar e debater a estratégia e táctica dos media, para sobreviver na era da informação digital. É isso mesmo que aqui faremos, e com esse propósito foi criado o The Nu Media, um blogue de comunicação, sobre comunicação…na era digital.

 

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